A vida de homem sem sua família
Marcos Lívia que já beirava seus quarenta anos, era um servente de pedreiro em Jurandir, uma cidade do interior de Amazonas. Morava na roça, com sua mulher e mais três filhos. Passavam por dificuldades financeiras já que Adriana, sua mulher tinha que ficar em casa para cuidar das crianças, por não ter uma creche próxima de sua casa.
Marcos tinha uma grande missão, levar o pão de cada dia e pagar os quatrocentos reais de aluguel por um quartinho minúsculo. Ele ia todos os dias para o serviço ás cinco da manha, pegava um ônibus lotado, até chegar ao trabalho depois era mais meia hora com o carro da empresa até a obra. Ele não aguentava mais queria mudar de vida. Então ele decidiu que iria para são Paulo, diziam que lá estava o sucesso e que tinha oportunidades de emprego. Marcos entusiasmado com esta ideia não via a hora de ir, más com aquele aperto no coração, por deixar seus filhos sozinhos com sua mulher. Mas não tinha outro jeito teria que sacrificar a convivência com sua família, para dar um melhor futuro para seus filhos.
Hoje quinze de novembro e chegado o dia de partida. Marcos já não aguentava a dor da despedida sabia que demoraria em rever sua família. Marcos dá um beijo em Adriana e um lindo abraço em seus filhos, se despede deixando um pedaço de seu coração para traz. Vai em direção ao ônibus o qual foi fretado pela empresa Votaram empreendimentos, onde ele iria trabalhar daqui para frente serão três dias de viagem até são Paulo.
Já é domingo de manha quando Marcos chega ao alojamento da construtora, desembarcam ele e mais cento e cinquenta trabalhadores, que iram ingressar nesta jornada incerta. Estão desarrumando as malas, quando recebem os horários do funcionamento do refeitório, entrada e saída do alojamento. É um horário bem corrido com pouca hora de descanso até às sete da noite.
Marcos já estava trabalhando há cansativos três meses, quando recebeu uma carta de Adriana sua mulher. Nesta carta Adriana contava como estava à vida dela e de seus filhos, e também mencionava a doença que João, seu filho casula, estava enfrentando. Os médicos não sabiam explicar o que era, mas o quadro só se agravava. Também mencionava na dificuldade a qual estavam passando, e pedia ajuda a Marcos, já que ele não podia trabalhar, porque tinha que cuidar de João.
Marcos preocupado com esta situação tentou de todo o jeito voltar para sua casa, mas o salario era baixo, nunca dava para voltar. Ele mandava todo o mês uma ajuda de custo, para sua família, mas, mesmo assim, era muito pouco. Tentou de varias formas aumentar seu salario, fazia serão todos os dias, não gatava com nada e tentava juntar dinheiro para voltar.
Passados longos seis meses de sua partida, Marcos estava preocupado com sua família, já que não recebera nenhuma noticia deles desde aquela carta. Até que um dia, ele foi falar com seu patrão para emprestar dinheiro para ele poder voltar a sua terra. O patrão não pensou duas vezes e já falou que não iria emprestar nada, já que precisava de operários na obra. Muito decepcionado marcos conta o acontecimento para seu amigo que não sabia da situação pela qual Marcos passava. Antes de terminar seu amigo já falou que iria emprestar algumas economias que ele havia guardado para uma eventual emergência. Marcos estava muito feliz, já que com a ajuda de seu amigo conseguiria voltar para sua família.
Hoje dia 26 de maio, Marcos estava radiante já que havia chegado o dia de sua tão esperada volta. Pela manhã pegou um avião para Amazonas, depois um ônibus até sua cidade natal Jurandira. Ele estava ansiosos para chegar em casa pra rever sua esposa e filhos.
Por volta de meio dia, ele avistou sua casa que não havia mudado nada. Marcos correu para perto do portão e gritou chamando pelo nome de sua mulher.
Adriana ouvindo os gritos não reconheceu a voz e saiu para ver quem era. Avistou a figura de seu marido, ali parado com um enorme sorriso e uma respiração acelerada, Adriana correu ao encontro dele dando primeira mente um abraço apertado, e depois um mar de beijos. As crianças ouviram a gritaria e saíram para ver o que estava acontecendo, Marcos olhou cada um com uma alegria inexplicável e os abraçou com amor de um pai afastado durante muito tempo. E ao mesmo tempo agradecia a Deus por ter curado seu filho, que sofria de uma forte doença.
Marcos viu naquele dia que ali estava sua felicidade, seu porto seguro, vendo sua família reunida na mesa, saboreando uma refeição simples, mas feita com muito amor e carinho.
Autor: Fernando Souza
#Mossmann
Autor: Fernando Souza
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