MARCELO E SUA VOZ
Zefinha sempre sonhou em viajar para uma cidade maior, em busca de emprego e de uma vida melhor. Em Feira de Santana nada disso era possível Marcelo estudava em uma escola publica, pequena, com cerca de 90 alunos, e sua mãe trabalhava lavando roupas para outras pessoas. Zefinha tinha o habito de guardar um pouco do que recebia sempre em um cofre, que ela chamava de cofre pra emergências Em 2002 Zefinha enfim conseguiu comprar suas sonhadas passagens para São Paulo.
Emfim, viajou. Quando chegou em São Paulo se assustou com o tamanho da metrópole. Algumas amigas de Zefinha já tinham viajado para São Paulo e recomendaram algumas agências de domesticas e faxineiras. Zefinha prontamente procurou uma dessas agências e logo conseguiu um trabalho, que era diário em um apartamento no centro da cidade. Sua patroa era diretora de uma escola e perguntou a Zefinha se Marcelo queria estudar nesta instituição. Zefinha respondeu que não, que uma escola particular era muito cara para ela conseguir pagar sozinha. Então eu dou uma bolsa disse a diretora da escola. Marcelo assim que entrou na sala de aula se sentiu diferente perante os outros, já que apenas ele não era de São Paulo, e só ele possuía aquele “sotaque arretado”. Marcelo estudou com a mesma turma até completar o terceiro ano do segundo grau em 2011. Durante esses nove anos Marcelo foi vitima de preconceito por seu sotaque, o chamado, preconceito linguístico Como era a mesma turma nos nove anos, a cada ano que passava o preconceito aumentava, novas piadas, novos apelidos, a cada instante Marcelo se irritava mais com as brincadeiras preconceituosas que seus colegas faziam.
Eis que para comemorar a formatura foram todos a uma festa organizada por Marcelo em uma fazenda perto de Barretos-SP. A fazenda era abandonada e Marcelo teve todo o trabalho de arrumar uma festa nesta fazenda para comemorar a formatura da classe. Marcelo nunca havia ido em festas, portanto não sabia como se comportar em uma. Todos dançavam, apenas Marcelo estava sentado em uma das mesas. Marcelo sumiu durante uns 10 minutos e depois reapareceu no mesmo lugar onde estava. Depois de algumas horas todos seus colegas que haviam feito brincadeiras preconceituosas com ele, começaram a cair no chão, todos mortos. Marcelo misturou drogas pesadas com as bebidas, e matou todos seu colegas de overdose. Marcelo conseguiu vingança livre de seus colegas perturbadores.
Autor: Fernando Mossmann
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